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Numa época em que os viajantes buscam experiências significativas, profundidade cultural e uma conexão genuína com seus destinos, os livros voltam a ocupar o centro do palco – descubra Londres, Bordeaux, Maiorca, Buenos Aires e Paris através de suas livrarias

O turismo literário, esse impulso de conhecer uma cidade através de seus autores, livrarias e cenas culturais, está deixando de ser um nicho de mercado e se tornando uma forma cada vez mais visível de escolher um destino. Não se trata apenas de visitar o lugar onde um escritor viveu, mas de vivenciar o ritmo da cidade como se estivesse dentro de um romance. Comunidades de leitores nas redes sociais, a redescoberta de livrarias independentes e a busca por experiências mais pessoais estão impulsionando os viajantes em direção a uma forma de exploração mais íntima e reflexiva.

Nesse contexto, propomos cinco cidades onde ler e viajar se tornam uma só coisa. Lugares onde as livrarias não são apenas paradas obrigatórias, mas espaços vibrantes – e onde os hotéis funcionam como um lar de onde se pode partir e ler a cidade.

Londres: entre bairros e livrarias que resistem ao teste do tempo


Em Londres, a literatura não é um atributo cultural: é uma camada estrutural da cidade. Está presente em Bloomsbury e sua história editorial, nos passeios de Virginia Woolf, nos pubs onde Orwell escrevia, nos parques onde Dickens imaginou cenas que ainda conseguimos visualizar.

As livrarias funcionam como verdadeiros marcos urbanos. A Hatchards, com mais de dois séculos de história, conserva essa sensação de continuidade que poucas cidades conseguem oferecer. A Daunt Books, com sua organização por país, transforma a compra de um livro em uma forma de viajar antes mesmo de viajar. E a Charing Cross Road continua sendo um lugar onde se perder entre as estantes faz parte da experiência.


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Interior do Grand Hotel Bellevue (à esquerda) e fachada da livraria Hatchards em Londres (à direita)

Partindo do Grand Hotel Bellevue, esta jornada encontra um ponto de partida particularmente interessante. Localizado no bairro de Paddington, o hotel permite acesso rápido ao coração cultural de Londres, mas também um retorno em um ritmo diferente. Essa dualidade é fundamental para o viajante literário: a cidade é explorada intensamente, mas assimilada com calma.

Com uma decoração intimista e moderna do arquiteto italiano Fabrizio Casiraghi, essa townhouse a poucas quadras do Hyde Park, tem janelões e muita luz natural, além de uma vista inspiradora a Norfolk Square, um daqueles oásis verdes escondidos em Londres. É o destino ideal para voltar depois de um dia todo de caminhada pela cidade que respira literatura.


Bordeaux: a cidade que se lê nas entrelinhas

Bordeaux tem uma narrativa discreta. Ao contrário de outras cidades francesas, não precisa de se impor: deixa-se descobrir. E nesse processo, a literatura emerge como um fio condutor inesperado.

A Livraria Mollat, com a sua história que atravessa gerações, é um desses espaços onde a cidade toda se encontra. Não é apenas uma livraria: é uma instituição cultural que organiza eventos, apoia autores e define parte da vida intelectual local. À sua volta, pequenas livrarias independentes completam um cenário que não procura chamar a atenção, mas que se revela a quem sabe olhar.


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Interior do Hotel Yndo (à esquerda) e fachada da livraria Mollat em Bordeaux (à direita)

Nesse contexto, o Hotel Yndo funciona como uma extensão natural dessa experiência. Instalado em uma mansão particular, com interiores que mesclam design contemporâneo e objetos repletos de história, o hotel oferece algo semelhante a uma boa livraria: um lugar para se demorar.

Seu pátio interno, em particular, é quase um cenário à parte. Um lugar onde o tempo desacelera e onde uma manhã pode se desenrolar entre café, leitura e silêncio. Bordeaux é melhor explorada a pé, mas é verdadeiramente compreendida nos momentos entre uma caminhada e outra. E o Yndo parece ter sido projetado precisamente para esse propósito.


Maiorca: o destinos dos pensadores

Em Maiorca, o turismo literário não gira necessariamente em torno de autores ou livrarias, mas sim da capacidade de ler a paisagem. A Serra de Tramuntana, reconhecida como patrimônio cultural da UNESCO, é um território moldado ao longo de séculos entre terras agrícolas e suas plantações de azeitona e uvas, seus muros de pedra em vilas pitorescas e entre caminhos ancestrais.

Na capital Palma, livrarias como a Quart Creixent e espaços culturais como o Rata Corner demonstram que o panorama editorial da ilha é vibrante, com ofertas que misturam línguas, disciplinas e gerações. Mas a verdadeira experiência literária desvenda-se fora da cidade.

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Suíte em Son Bunyola (à esquerda) e fachada da livraria Quart Crescent em Palma de Maiorca (à direita)


É aí que entra Son Bunyola Villas & Hotel. Mais do que uma propriedade, é um fragmento preservado da história. Seus caminhos, seus edifícios, sua relação com o meio ambiente proporcionam uma experiência diferente: não a do visitante que observa, mas a do leitor que interpreta. Caminhar por entre os olivais e vinhedos, fazer uma aula de pintura e aproveitar o silêncio do lugar, é uma das experiências mais inspiradoras após uma boa leitura.

Buenos Aires: a cidade das livrarias e dos grandes leitores

Existem cidades com livrarias. E existem cidades onde as livrarias são uma forma de identidade. Buenos Aires pertence claramente à segunda categoria.

Com uma densidade extraordinária de livrarias – são mais de 800 espalhadas pela cidade -, o livro faz parte do cotidiano de seus moradores. Está nas mesas de lançamentos, nas bancas de jornal, nos cafés, nas calçadas da Avenida Corrientes, nas conversas que começam com política e terminam com literatura.

A Ateneo Grand Splendid é talvez o exemplo mais visível: um antigo teatro transformado em livraria que preserva sua arquitetura original. Mas as coisas mais interessantes acontecem em menor escala: nas livrarias de bairro, nas editoras independentes, nos leitores que passam horas folheando livros com calma.

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Jardín Escondido (à esquerda) e o interior da livraria Ateneo Grand Splendid em Buenos Aires (à direita)


Nesse ecossistema, o Jardín Escondido serve como um contraponto necessário. Localizado em Palermo Soho, um dos bairros mais vibrantes culturalmente da cidade, o hotel é parte da coleção The Coppola Hideaways e oferece algo que Buenos Aires nem sempre proporciona: silêncio.

Ali, a cidade é vivenciada externamente, intensamente. Mas também é processada internamente. O Jardín Escondido, com seus 7 quartos e seu jardim por onde passam Francis e Sofia Coppola quando estão na cidade, permite esse movimento. É o lugar onde os viajantes podem escrever sobre suas experiências, ler sobre o que descobriram e compreender que a experiência não termina só do lado de fora. E onde seus hóspedes têm acesso à biblioteca pessoal de uma das famílias mais conhecidas do cinema mundial.

Paris: a ficção como forma de realidade

Paris é provavelmente a cidade mais lida do mundo. Não apenas pela quantidade de livros que a mencionam, mas também pela forma como é explorada: como se cada rua já tivesse sido descrita por algum escritor.

livraria Shakespeare and Company continua sendo um símbolo, mas o interessante é que Paris não se limita aos seus ícones. O Quartier Latin, com suas pequenas livrarias e sua história editorial, continua sendo um espaço onde a literatura se desdobra no presente. Os cafés, as passagens, as esquinas: tudo parece fazer parte de uma narrativa contínua. Aqui, a escolha do local de hospedagem define o tipo de leitura.

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Jardim de inverno do Le Narcisse Blanc (à esquerda) e interior da livraria Shakespeare and Company (à direita)

O hotel Maison Favart, com sua ligação direta ao mundo do teatro e sua localização ao lado da Opéra Comique, oferece uma Paris mais teatral, mais conectada à performance e à cultura em movimento. O Le Narcisse Blanc, por outro lado, oferece uma experiência mais introspectiva. Próximo a museus, amplas avenidas e espaços para contemplação, é um lugar onde a cidade desacelera e se torna mais tranquila. Ambos fazem parte da Lignée Hôtels, um grupo hoteleiro familiar e apaixonado por cultura, com presença na França e na Inglaterra.

 
 
 
Texto:  Thayana NunesImagem: divulgação

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