Turismo Wellness: hotelaria investe em bem-estar personalizado para atrair hóspedes e investidores

Viajar para recarregar as energias em destinos paradisíacos, criados para que cada detalhe convide o hóspede a se desligar do estresse da rotina. Refúgios que unem o melhor da tecnologia em tratamentos de estética e wellness a experiências transformadoras, como aprender um novo esporte ou simplesmente relaxar com atividades que renovam corpo e mente. Cada vez mais, o desejo de viajar em busca de bem-estar inspira escolhas ao redor do mundo. Não por acaso, o turismo de bem-estar cresce em ritmo acelerado e já se consolida como um dos segmentos mais importantes da indústria global. Segundo dados do Global Wellness Institute, em 2025 esse mercado deve movimentar mais de US$ 1,3 trilhão, quase o dobro do setor tradicional. Mais do que uma tendência entre viajantes que buscam experiências com propósito, o bem-estar já se consolida como um verdadeiro diferencial no mercado de hospitalidade. Um Relatório recente da Wellness Real Estate Report mostrou que, em 2024, hotéis com uma proposta sólida e estruturada em wellness, os chamados Major Wellness, registraram uma receita por quarto 56% superior em comparação aos que oferecem experiências mais limitadas, os Minor Wellness. E a diferença é ainda mais expressiva quando comparada com hotéis sem qualquer tipo de foco em bem-estar, nos quais os Major Wellness registraram receitas até 108% mais altas. O efeito é ainda mais significativo no segmento de luxo, em que essas propriedades alcançaram aumentos de até 160% na receita durante o último ano. Além disso, apresentaram um desempenho superior em termos de lucro absoluto, evidenciando que o investimento em experiências de bem-estar não apenas atende a uma demanda real de mercado, mas também se traduz em retornos concretos e sustentáveis para investidores hoteleiros. Esse resultado mostra algo maior: investir em bem-estar não é apenas ampliar serviços, mas criar vivências memoráveis que transformam a estadia em jornadas de renovação, conexão e equilíbrio, e é justamente essa entrega de valor que impulsiona o sucesso dos empreendimentos. De olho no crescimento do mercado de bem-estar, grandes redes como a Hyatt vêm apostando em experiências wellness cada vez mais sofisticadas. Um exemplo é a marca Alila, parte do portfólio Luxury, que oferece vivências imersivas e personalizadas, conectando cultura, comunidade, natureza e consciência ambiental. No Alila Ventana Big Sur na Califórnia, por exemplo, os hóspedes podem explorar trilhas entre sequoias milenares, praticar técnicas de respiração, mergulhar em rios de águas geladas e se reconectar com a natureza. Já no Alila Fort Bishangarh, na Índia, a imersão acontece por meio da tradição local: experiências com artesãos do Rajastão e massagens ayurvédicas ao fim do dia. Na Hyatt Inclusive Collection, linha de resorts all inclusive da rede, o bem-estar deixou de ser apenas um complemento para se tornar um pilar central da experiência. Reconhecida pelo modelo all inclusive aliado ao luxo, a marca amplia agora suas ofertas para além do descanso tradicional, incorporando práticas que promovem equilíbrio físico, mental e emocional. Nos resorts, o estilo de vida saudável é vivenciado de diferentes formas: gastronomia adaptada a preferências alimentares, com opções sem glúten, veganas e vegetarianas, aulas de culinária saudável, terapias sonoras, yoga e atividades de fitness já inclusas na estadia. Além disso, os hóspedes têm acesso a tratamentos de spa e experiências ainda mais personalizadas sem precisar sair do complexo. Entre os destaques estão os spas, rituais de som, programas de fitness sob medida e uma gastronomia saudável, elementos que hoje diferenciam a coleção. “Essa visão reforça que o futuro da hospitalidade não se mede apenas pela taxa de ocupação, mas pela capacidade de entregar experiências de alto valor, com impacto sustentável para hóspedes e investidores”, afirma Alfredo Reynoso Vice presidente regional da Hyatt Inclusive Collection. Segundo ele, a expansão dos resorts busca não apenas aumentar a capacidade hoteleira, mas liderar a transformação do setor rumo a um turismo que integra saúde, sustentabilidade e tecnologia. Para isso, a companhia vem estabelecendo alianças com fornecedores locais e especialistas em saúde, enriquecendo sua oferta e posicionando os destinos como referências globais em hospitalidade de bem-estar. “O segmento all inclusive, antes associado apenas ao conforto e ao entretenimento, evoluiu para propostas mais conscientes. Nosso objetivo é oferecer experiências integrais e liderar a transição do setor para um modelo que combine bem-estar, sustentabilidade e tecnologia”, complementa Reynoso. By Sherlock Communication Foto: Divulgação
Turismo bate recorde e vai alcançar 10 milhões de visitantes: Sandi Hotel segue a tendência mundial de focar nas experiências

O Brasil recebeu 5,9 milhões de turistas estrangeiros nos sete primeiros meses de 2025, um crescimento de 47,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Embratur. Trata-se de um recorde histórico, que confirma a recuperação do setor após anos de retração. Essa chama do turismo não se apaga e, pela primeira vez, a indústria caminha para alcançar a marca de 10 milhões de visitantes em um único ano. Ainda assim, como destacou o colunista Celso Ming em artigo no Estadão, o país continua distante de se consolidar como destino global, principalmente pela falta de infraestrutura, segurança e políticas consistentes para o turismo. Diante desse cenário, hotéis e empreendimentos que investem em experiências de alto padrão têm se tornado fundamentais para atrair o turista internacional exigente. Este visitante busca não apenas belas paisagens, mas também história, cultura, autenticidade e serviços de excelência. É o caso do Sandi Hotel, um negócio familiar com mais de 35 anos de atuação e raízes de mais de seis décadas em Paraty. Instalado em um casarão do século XVIII no coração do Centro Histórico, o empreendimento nasceu como uma pousada pitoresca e se transformou no primeiro hotel de luxo da cidade. Hoje, o Sandi Hotel segue a tendência mundial de focar nas experiências, combinando o charme colonial com serviços dignos de um hotel boutique internacional, oferecendo desde spa com terapias orientais e adega climatizada até restaurantes autorais e uma curadoria de vivências exclusivas pela região. Mais do que hospedagem, o Sandi Hotel é um polo cultural. Por ter conexão genuína com a cidade e com a comunidade, o hotel possibilita criar vivências únicas e humanas para os viajantes globais. Com galeria de arte própria e apoio a projetos sociais como a Orquestra Sinfônica de Paraty, o hotel contribui para preservar e valorizar a identidade local, ao mesmo tempo em que eleva a experiência do visitante estrangeiro. Paraty, que integra o mesmo estado do Rio de Janeiro, é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em sua categoria mista, natural e cultural. O destino complementa a capital fluminense e se apresenta como uma joia autêntica e preservada do Brasil, fora do chamado Quadrado Mágico. Em um momento em que o país ainda busca traduzir recordes de chegada de turistas em reputação internacional sólida, exemplos como o do Sandi Hotel apontam caminhos. Ao unir história, sofisticação e propósito familiar, o empreendimento mostra como o turismo pode ser transformado em uma fonte de desenvolvimento sustentável e de valorização da cultura brasileira. By Visar Planejamento Foto: Divulgação
Clara Dourado Resort conquista três títulos internacionais no Sustainable Luxury Awards 2025

Localizado em Dourado (SP), o resort foi premiado como o mais sustentável da América do Sul em três categorias, marcando mais um capítulo na trajetória de reconhecimentos internacionais do Grupo em 2025 O Clara Dourado Resort, uma das unidades do Clara Resorts, conquistou três importantes títulos no Sustainable Luxury Awards 2025, premiação global promovida pela Quality Touch, de Lisboa, que celebra a excelência em sustentabilidade no setor de luxo. O anúncio oficial foi feito online em 30 de setembro, somando-se a um ano repleto de reconhecimentos internacionais para o Grupo brasileiro. O resort foi premiado nas categorias Resort Ecológico de Luxo Mais Sustentável da América do Sul (Most Sustainable Luxury Eco Resort – South America), Hotel de Luxo Mais Sustentável em Experiências de Aventura da América do Sul (Most Sustainable Luxury Adventure Hotel – South America) e Hotel de Luxo Mais Sustentável em Experiências Culturais da América do Sul (Most Sustainable Luxury Cultural Hotel – South America). A conquista inédita consolida o Clara Dourado como referência internacional em hospitalidade sustentável e se soma a uma série de reconhecimentos obtidos pelo resort ao longo de 2025. Em junho deste ano, o empreendimento recebeu o título de Melhor Resort Ecológico do Brasil no International Travel Awards 2025, em cerimônia realizada em Dubai. A premiação, organizada pela Golden Tree Events, validou o modelo ambiental desenvolvido pelo grupo há mais de duas décadas. Também neste ano, o Clara Dourado recebeu o prestigiado Travellers’ Choice Best of the Best pelo TripAdvisor, distinção reservada a apenas 1% dos empreendimentos turísticos globais. Entre 8 milhões de perfis avaliados no mundo todo, o resort alcançou esse patamar graças ao alto volume de avaliações positivas de hóspedes reais, reafirmando que a satisfação dos visitantes se traduz em destaque internacional. Esta conquista se soma aos três anos consecutivos em que o Clara Dourado foi eleito “Melhor Hotel do Brasil e América do Sul para Famílias” pelo mesmo portal. “Este reconhecimento no Sustainable Luxury Awards reflete o compromisso diário de toda nossa equipe com práticas sustentáveis. Não se trata apenas de um conceito, mas de ações concretas que permeiam cada aspecto da operação do resort”, afirma Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts. As três distinções obtidas no Sustainable Luxury Awards são resultado de uma filosofia empresarial que transformou sustentabilidade em prática cotidiana. O resort opera com energia 100% renovável, trata 100% do esgoto com reutilização da água para irrigação, cultiva hortas orgânicas que abastecem os restaurantes e mantém filtros de água em 100% das acomodações e áreas sociais, iniciativa que evita o descarte de mais de 300 mil garrafas plásticas por ano. O compromisso ambiental vai além dos limites físicos do resort. Durante os incêndios que atingiram o interior paulista no ano passado, a propriedade em Dourado se tornou refúgio natural para animais silvestres, com a equipe organizando pontos de alimentação para espécies como tatus, pacas, tamanduás e cotias. O grupo também plantou mais de 50 mil árvores seringueiras intercaladas com espécies frutíferas nativas, criando um cinturão de proteção ambiental que oferece habitat para a fauna local e contribui para a captura de carbono. “O verdadeiro luxo está em criar experiências que valorizam o bem-estar dos hóspedes e a preservação do planeta. Estes prêmios mostram que o mercado global valoriza esse compromisso. Refletem nossa dedicação a um turismo que respeita o meio ambiente e beneficia todos os envolvidos”, complementa Taiza. Sobre o Sustainable Luxury Awards O Sustainable Luxury Awards é um prêmio global que celebra sustentabilidade e inovação na indústria de hospitalidade de luxo. A iniciativa reconhece hotéis, restaurantes, spas e campos de golfe comprometidos com práticas social e ambientalmente responsáveis que geram impacto global positivo. Promovido pela Quality Touch, Lda., de Lisboa, o prêmio abrange 425 hotéis em 99 países, distribuídos por 5 continentes e 19 regiões. Os critérios de avaliação incluem excelência em hospitalidade, relevância para a categoria selecionada, sustentabilidade econômica, social e ambiental, evidências de sucesso e caráter inovador. O júri da premiação analisa pessoalmente cada hotel, buscando o caráter sustentável e a singularidade da experiência oferecida. Sobre o Clara Resorts Com 24 anos de atuação, o Grupo Clara Resorts conta com três unidades, Clara Dourado Resort, em Dourado (SP), eleito por três anos consecutivos como “Melhor Hotel do Brasil e América do Sul para Famílias”, pelo site TripAdvisor; o Clara Ibiúna Resort, em Ibiúna (SP), selecionado como “Melhor Hotel com Projeto de Sustentabilidade pelo Hotéis de Luxo Brasil”, em 2023; e o recém-inaugurado Clara Arte, em Brumadinho (MG), dentro do Instituto Inhotim. O Grupo também é vencedor do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2019/2020 para Meios de Hospedagem com o Projeto Clara Verde, que implementou diversas iniciativas que estimulam a sustentabilidade tanto da comunidade local quanto dos hóspedes e colaboradores, deixando os processos internos mais ecológicos e sendo um exemplo no Brasil de uma hotelaria consciente e sustentável. By RelatioNow Foto: Divulgação
Check-in às cegas: o que muda com a portaria 28/2025 e os direitos do turista

*Por Marco Antonio Araújo Junior e Rui Aurélio De Lacerda Badaró. A recente edição da Portaria nº 28/2025 do Ministério do Turismo trouxe à tona um tema aparentemente banal, mas que guarda uma densidade jurídica surpreendente: o tempo da hospedagem. Check-in e check-out sempre foram tratados como práticas quase folclóricas, ajustadas no balcão, em letras miúdas dos contratos de adesão ou, pior, relegadas à convenção tácita de cada estabelecimento. Agora, com a nova normativa, surge a tentativa de se estabelecer uma padronização mínima, que traga transparência para consumidores e segurança jurídica para os prestadores de serviço. Mas, como todo texto normativo, a questão não está apenas no que ele diz, mas também no que ele silencia. O núcleo da Portaria reside em afirmar, no artigo 1º, §1º, que a diária corresponde ao período de vinte e quatro horas, mas que, conforme o §3º do mesmo artigo, até três dessas horas podem ser destinadas à arrumação, higienização e limpeza da unidade habitacional, garantindo ao hóspede pelo menos 21 horas de uso efetivo. Em outras palavras: o tempo da hospitalidade não é idêntico ao tempo do relógio. A diária não se confunde com a posse física de um quarto, mas com uma prestação complexa que inclui serviços acessórios. Aqui, o Direito Civil se encontra com a hermenêutica do tempo: o que se contrata não é um espaço vazio, mas um feixe de obrigações, uma temporalidade pactuada. É como se a lei dissesse: o quarto é seu, mas o tempo é nosso. Essa aparente contradição – uma diária de 24 horas que comporta apenas 21 horas de fruição – revela algo mais profundo sobre a natureza jurídica do contrato de hospedagem. Não estamos diante de uma locação simples, tampouco de um comodato temporário. Trata-se de uma prestação de serviços complexa, na qual o tempo de uso não se mede apenas pela presença física do hóspede, mas pela disponibilização de uma estrutura que precisa ser constantemente renovada. A governança hoteleira, frequentemente invisibilizada na experiência do consumidor, é parte constitutiva do próprio serviço. O quarto limpo não é um luxo, mas condição de possibilidade da hospitalidade. E aqui reside o primeiro nó hermenêutico da Portaria: ao estabelecer que “até três horas” podem ser utilizadas para preparação, a norma cria uma janela de discricionariedade que pode tanto proteger quanto vulnerabilizar o consumidor. Protege porque impede abusos como check-ins às 18h e check-outs às 10h, prática comum que reduzia a diária a meras 16 horas. Vulnerabiliza porque não especifica critérios objetivos para essa subtração temporal. Qual o parâmetro para se definir se são necessárias uma, duas ou três horas? A metragem do apartamento? A categoria do estabelecimento? A quantidade de hóspedes anteriores? A complexidade dos serviços prestados? A norma silencia, e o silêncio normativo, como sabemos, é terreno fértil para o arbítrio. Poderia o Ministério do Turismo ter sido mais preciso? Certamente. Deveria ter estabelecido uma tabela de referência, correlacionando tipologia de unidade habitacional com tempo razoável de higienização? Provavelmente. Mas preferiu a fórmula genérica, delegando ao mercado — e, eventualmente, ao Judiciário — a tarefa de preencher essa lacuna. A virtude da norma está em traduzir, de modo mais claro, aquilo que já estava na Lei Geral do Turismo (Lei nº 11.771/2008) e, indiretamente, no Código de Defesa do Consumidor. O artigo 1º, §5º, ao estabelecer que os meios de hospedagem devem informar ao hóspede, no mínimo, os horários adotados de entrada e saída e o tempo estimado para limpeza e organização da unidade habitacional, concretiza na seara do turismo aquilo que os artigos 6º e 31 do CDC já previam: informação adequada, ostensiva e leal. O consumidor, antes refém da assimetria informacional, agora tem um patamar mínimo de previsibilidade. E os meios de hospedagem, por sua vez, conquistam um parâmetro uniforme que reduz a insegurança e nivela a concorrência. Mais ainda: o §6º do artigo 1º estende esse dever de informar também ao intermediário que tenha atuado na comercialização dos serviços de hospedagem, o que é um avanço significativo, embora tímido. Mas é preciso fazer uma pergunta incômoda: por que demorou tanto? Desde sempre, a questão da duração da diária foi objeto de regulamentação. Em determinados momentos, fixou-se o padrão de 24 horas; em outros, esse parâmetro foi simplesmente excluído. A Deliberação Normativa nº 364/1996, em seu artigo 10, já previa a diária de 24 horas, repetida pela DN nº 387/1998. Mas a DN nº 429/2002, ao aprovar o Regulamento Geral dos Meios de Hospedagem, retirou essa referência, recolocando a questão em aberto. Esse vaivém regulatório não é mero acaso: parece refletir, em grande medida, a força dos lobbies do setor, ora pressionando pela fixação, ora pela flexibilização. Tudo isso, entretanto, tornou-se letra morta a partir de 2003, quando a criação do Ministério do Turismo (Lei nº 10.683/2003) retirou da Embratur a competência normativa, reservando-lhe apenas funções de promoção. O quadro foi definitivamente consolidado com a promulgação da Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral do Turismo) e sua posterior regulamentação, que organizaram de forma sistêmica a disciplina do setor. A LGT, contudo, tratou do tema apenas de modo genérico em seu artigo 23, deixando espaço aberto para disputas interpretativas. Agora, dezessete anos depois, a Portaria nº 28/2025 retoma a questão, em mais um esforço de dar densidade jurídica a um problema que nunca se resolveu de maneira definitiva. Contudo, mais flagrante que o conteúdo é a exclusão: as plataformas digitais de aluguel por temporada — Airbnb, Booking e congêneres — permanecem fora da incidência da Portaria. O resultado é a perpetuação de uma assimetria regulatória: enquanto hotéis, pousadas e hostels se submetem a regras de higiene, transparência e fiscalização, os imóveis alugados por aplicativos continuam na zona cinzenta da informalidade, escapando à regulação estatal. Essa omissão não é acidental: reflete uma disputa de narrativas sobre o que é, afinal, um “meio de hospedagem”. As plataformas vendem a ideia de neutralidade, como se fossem meros “quadros de avisos digitais”. Mas, ao definir preços, processar pagamentos e controlar políticas de cancelamento, elas estruturam toda a relação contratual.
Clube Turismo impulsiona novos destinos após restrições nos EUA

Rede de franquias registra alta na procura por Europa, Caribe e América do Sul, consolidando sua atuação como referência em turismo internacional As recentes restrições para a entrada de brasileiros nos Estados Unidos, anunciadas no fim de julho, já provocam reflexos imediatos no setor de turismo. A Clube Turismo, uma das maiores redes de franquias de agências de viagens do Brasil, registrou uma redução de 14% nas vendas para o destino, redirecionando parte da demanda para países da Europa e Caribe. “Percebemos uma migração natural de clientes que não confirmaram a viagem para os Estados Unidos e optaram por outros destinos. A possibilidade de cobrança de uma taxa extra de USD 250,00 para obtenção de visto — ainda que sua aplicação tenha sido adiada — somada ao aumento dos custos de hospedagem e alimentação nos EUA, foram fatores determinantes para essa mudança de comportamento”, explica Ana Virgínia Falcão, CEO da Clube Turismo. Segundo a executiva, apesar da redução nas vendas para os EUA, as franquias conseguiram compensar com a intensificação da procura por destinos alternativos. Entre os mais buscados estão Portugal, Espanha, França e Itália, além de opções mais próximas, como Argentina, Chile e Uruguai. No Caribe, Curaçao e República Dominicana também têm atraído brasileiros, em especial pela isenção de visto. Ana Virgínia destaca ainda que, do ponto de vista financeiro, os impactos devem ser mais relevantes para os próprios Estados Unidos do que para os turistas brasileiros: “O Brasil é o quarto país com maior emissão de turistas para os EUA. O brasileiro não deixa de viajar, ele apenas redireciona seu interesse para outros destinos igualmente atrativos. É uma tendência que já está se confirmando nos últimos meses.” As unidades da rede continuam orientando clientes sobre os processos de visto e incentivando o planejamento antecipado. “Nossa comunicação é sempre voltada a inspirar pessoas a conhecerem o mundo. Mais do que viagens, oferecemos experiências transformadoras que conectam culturas e ampliam horizontes”, complementa a CEO. No radar da rede, destinos com entrada facilitada e câmbio mais favorável despontam como apostas para os próximos meses, com destaque para Curaçao, pela acessibilidade e paisagens paradisíacas, e para a África do Sul, que une safáris, vinícolas e boa gastronomia em voos diretos a partir do Brasil. By Texto Imagem Foto: Divulgação
Atlantica Hospitality International anuncia novas aberturas da marca Roomo Transamerica em diferentes regiões do país

Administradora amplia capilaridade e fortalece presença nacional com lançamentos em São Paulo, Bahia e Goiás A Atlantica Hospitality International, rede com 198 empreendimentos e 28,6 mil quartos em todo o Brasil, anuncia o lançamento de três novos residenciais Roomo Transamerica em praças estratégicas: Roomo Transamerica Salvador Farol da Barra, em Salvador; Roomo Transamerica SP Faria Lima, na capital paulista; e Roomo Transamerica Goiânia Marista Urbá, em Goiânia. As inaugurações significam um passo importante na expansão da Roomo Transamerica. “Os novos lançamentos destacam a força da nossa estratégia de crescimento, unindo a solidez e reputação da bandeira Transamerica à inovação da Roomo no segmento de short-term rental, consolidando a bandeira como uma referência nacional em hospitalidade residencial”, afirma Francisco Oliveira, Diretor de Residenciais da Atlantica Hospitality International. A chegada a Salvador, em especial, representa a primeira inauguração da Roomo Transamerica na Bahia. “A capital baiana é uma das maiores cidades do Brasil e um polo fundamental tanto para o lazer quanto para os negócios. Estar presente em uma praça com essa representatividade reforça nosso compromisso em expandir a bandeira para destinos que conectam cultura, hospitalidade e desenvolvimento econômico”, complementa Oliveira. Com localizações privilegiadas, os novos empreendimentos oferecem infraestrutura para diferentes perfis de hóspedes, incluindo academia, coworking, bicicletário, lavanderia e loja de conveniência, além de studios mobiliados e equipados. “Estamos construindo uma marca que combina a confiança de um nome consolidado no mercado hoteleiro com a inovação das locações de temporada, oferecendo uma experiência única e diferenciada tanto para investidores quanto para hóspedes”, finaliza Oliveira. Esses novos lançamentos evidenciam o compromisso da Atlantica em atender às crescentes demandas do mercado por soluções modernas e flexíveis, que alinhem conforto, conveniência e praticidade. A Roomo Transamerica se posiciona como a escolha ideal para quem busca uma experiência de hospitalidade que une a sofisticação do setor hoteleiro à liberdade do conceito de residenciais de curta temporada. Revitalizando a vertical de residenciais A Atlantica Hospitality International expandiu seu portfólio em 2019 com a entrada no segmento de residenciais com serviços, alinhando-se às novas tendências de moradia e hospedagem. Desde então, a empresa vem consolidando sua presença no setor por meio da marca Roomo, voltada ao segmento de Short-Term Rental (STR). Atualmente, o Roomo Transamerica conta com cerca de 30 residenciais em operação, distribuídos em cinco cidades. Só em 2024, foram 17 inaugurações. Contemporâneos e práticos, os studios e apartamentos Roomo Transamerica ficam em prédios residenciais e são equipados com tudo o que o hóspede precisa. Saiba mais no site. Sobre a Atlantica Hospitality International Fundada em 1998, a Atlantica Hospitality International, sediada no estado de São Paulo, conta hoje com um portfólio com 198 empreendimentos, que agregam a oferta de 28.644 quartos, em mais de 76 cidades no Brasil. Possui mais de seis mil colaboradores capacitados para atender da melhor forma seus investidores e hóspedes, por meio da transparência e da alta qualidade. Detém alianças exclusivas com três das maiores redes hoteleiras do mundo – Choice Hotels (dona das marcas Sleep Inn, Comfort, Comfort Suites, Quality, Clarion, Radisson, Radisson BLU, Radisson Collection, Radisson RED, Park Plaza, Park Inn by Radisson e Country Inn & Suites by Radisson), Hilton (bandeiras Hilton Garden Inn, Motto by Hilton e DoubleTree by Hilton) e Wyndham (Wyndham, Ramada Hotel & Suites, Ramada e Ramada Encore) -, além de contar com a família de marcas próprias Transamerica Hotels (Transamerica Fit, Transamerica Executive, Transamerica, e Transamerica Collection, Go Inn Transamerica e Esuites Transamerica) e a chancela by Atlantica. Os empreendimentos de hotelaria da companhia seguem padrões internacionais de excelência, com infraestrutura completa, acomodações modernas e bem equipadas, e serviços cortesia, como conexão para internet wireless e café da manhã. Pioneira no Brasil entre as administradoras de hotel, a Atlantica faz a gestão de locações de residenciais com serviços e locação flexível dentro da sua vertical Roomo Transamerica e Radisson Serviced Apartments. E em uma terceira área de atuação, a empresa administra empreendimentos de Multipropriedade, modalidade praticada principalmente em destinos de lazer, com conceito de segunda moradia ou casa de temporada. By Weber Shandwick Foto: Divulgação
Chieko Aoki é patronesse no 11º Ranking IBEVAR-FIA 2025

A empresária assume o papel que simboliza inspiração, representatividade e liderança no reconhecimento às empresas do varejo brasileiro Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels, foi patronesse no Ranking IBEVAR-FIA 2025, em evento realizado no dia 30 de setembro, no auditório da FIA, em São Paulo. Na noite de premiações foram homenageadas as empresas que se destacam no varejo brasileiro. Foram 39 categorias e 120 empresas reconhecidas, celebrando a excelência e a força do setor. A função de patronesse representa a inspiração e o exemplo de liderança para os premiados, reforçando valores como resiliência, inovação e humanização que orientam o futuro do varejo e do consumo no Brasil. Reconhecida como uma das maiores líderes empresariais do país, Chieko Aoki é símbolo de inovação, visão estratégica e gestão humanizada que inspira gerações ao mostrar que excelência e cuidado podem caminhar juntos na construção de negócios sólidos e duradouros. “É uma honra ter recebido este convite. Assim como Martin Luther King, também tenho um sonho, que o varejo e o turismo possam caminhar juntos. Ambos têm a hospitalidade como essência: acolher, servir e encantar pessoas. Nós, unidos, podemos influenciar a humanização dos relacionamentos, tornando o Brasil cada vez mais gentil e acolhedor. É uma forma para sermos um país pujante, respeitoso e respeitado”, declarou Chieko Aoki. A pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School, avaliou as varejistas com base em critérios financeiros e de imagem junto a consumidores e colaboradores, além de crescimento da reputação, retorno sobre patrimônio líquido e diversidade em conselho. By Business Factory Foto: Divulgação
Atlantica Hospitality International leva a bandeira Transamerica à capital do Pará com a inauguração do primeiro hotel da bandeira no estado

Novo empreendimento reforça plano de expansão da administradora e acompanha crescimento do mercado hoteleiro no Norte do país A Atlantica Hospitality International, rede hoteleira com 198 empreendimentos e 28,6 mil quartos em todo o Brasil, anuncia a abertura do Transamerica Executive Belém Aeroporto, o primeiro hotel da bandeira no estado do Pará. Localizado a poucos passos do aeroporto da capital paraense, o empreendimento chega para oferecer conveniência, conforto e infraestrutura moderna aos hóspedes que visitam a cidade a negócios ou lazer. Com 79 apartamentos modernos e espaçosos, o hotel dispõe de academia, bar e restaurante, além de ambientes cuidadosamente planejados para proporcionar comodidade e bem-estar aos hóspedes. A inauguração reforça a presença da Atlantica em uma região em plena expansão hoteleira, estimulada por eventos culturais e turísticos de grande relevância na agenda nacional e internacional. Belém tem se consolidado como uma das capitais de maior potencial no Brasil. O turismo cultural, gastronômico e religioso tem impulsionado a demanda hoteleira, em especial com o Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do mundo, que atrai milhões de visitantes todos os anos. Além disso, grandes eventos nacionais e internacionais têm colocado a cidade no radar de negócios e investimentos, ampliando a procura por hospedagens de qualidade. Esse movimento acompanha a tendência nacional: segundo dados do setor, a hotelaria brasileira vem registrando taxas de ocupação e diária média em constante crescimento, especialmente em destinos fora do eixo tradicional Sul-Sudeste. Segundo dados do FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil), de janeiro a agosto de 2025, os hotéis filiados tiveram um crescimento de 28,2% no RevPAR, enquanto a média do país ficou em 14,0%. Para a Atlantica, reforçar sua presença na capital paraense é uma decisão que reflete esse cenário promissor. “A inauguração do Transamerica Executive Belém Aeroporto marca um momento estratégico, não apenas para a Atlantica, mas para o setor hoteleiro na região. A cidade é porta de entrada para negócios e turismo no Norte do Brasil, e queremos acompanhar esse crescimento oferecendo hospitalidade de excelência Com um posicionamento estratégico praticamente dentro do Aeroporto Val de Cans, temos grandes expectativas de que o hotel será um grande sucesso.”, afirma Guilherme Martini, VP de Operações, Vendas e Marketing da Atlantica Hospitality International. Com infraestrutura pensada para atender diferentes perfis de viajantes, o hotel está preparado para hospedar desde quem faz conexões rápidas até quem deseja permanecer por mais tempo na cidade. A localização privilegiada do hotel proporciona facilidade tanto para hóspedes em trânsito como para aqueles que querem aproveitar a cidade, mas preferem estar próximos do aeroporto, que possui voos durante todo o dia e a noite. Nossa missão será a de proporcionar uma experiência de hospedagem impecável, independentemente do perfil de uso do nosso cliente, destaca Walter Franjoso, Gerente Geral do Transamerica Executive Belém Aeroporto. Tradição e qualidade no mercado hoteleiro Desde 2021, a Atlantica Hospitality International e o Transamerica Hospitality Group atuam de forma integrada no Brasil, somando forças para oferecer um portfólio robusto e diversificado. Hoje, as bandeiras Transamerica Collection, Transamerica, Transamerica Executive, Transamerica Fit, Esuites Transamerica e Go Inn Transamerica estão presentes em diferentes regiões do país, com opções que vão do econômico ao luxo, todas seguindo padrões internacionais de qualidade e excelência. Sobre a Atlantica Hospitality International Fundada em 1998, a Atlantica Hospitality International, sediada no estado de São Paulo, conta hoje com um portfólio com 198 empreendimentos, que agregam a oferta de 28.644 quartos, em mais de 76 cidades no Brasil. Possui mais de seis mil colaboradores capacitados para atender da melhor forma seus investidores e hóspedes, por meio da transparência e da alta qualidade. Detém alianças exclusivas com três das maiores redes hoteleiras do mundo – Choice Hotels (dona das marcas Sleep Inn, Comfort, Comfort Suites, Quality, Clarion, Radisson, Radisson BLU, Radisson Collection, Radisson RED, Park Plaza, Park Inn by Radisson e Country Inn & Suites by Radisson), Hilton (bandeiras Hilton Garden Inn, Motto by Hilton e DoubleTree by Hilton) e Wyndham (Wyndham, Ramada Hotel & Suites, Ramada e Ramada Encore) -, além de contar com a família de marcas próprias Transamerica Hotels (Transamerica Fit, Transamerica Executive, Transamerica, e Transamerica Collection, Go Inn Transamerica e Esuites Transamerica) e a chancela by Atlantica. Os empreendimentos de hotelaria da companhia seguem padrões internacionais de excelência, com infraestrutura completa, acomodações modernas e bem equipadas, e serviços cortesia, como conexão para internet wireless e café da manhã. Pioneira no Brasil entre as administradoras de hotel, a Atlantica faz a gestão de locações de residenciais com serviços e locação flexível dentro da sua vertical Roomo Transamerica e Radisson Serviced Apartments. E em uma terceira área de atuação, a empresa administra empreendimentos de Multipropriedade, modalidade praticada principalmente em destinos de lazer, com conceito de segunda moradia ou casa de temporada. By Weber Shandwick Foto: Divulgação
Turismo prateado em alta: maturidade impulsiona negócios e experiências no setor de viagens

Para além de viagens e com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a geração 60+ busca empreender após a aposentadoria Com mais tempo e renda para explorar o mundo, brasileiros acima dos 60 anos respondem por cerca de 15% dos turistas domésticos e 10% dos internacionais, segundo o Ministério do Turismo. De olho nesse público, o chamado empreendedorismo prateado está se consolidando como uma das faces mais promissoras da economia do envelhecimento. Marco Lisboa, CEO da 3, 2, 1 GO!, rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas para destinos nacionais e internacionais, tem acompanhado esse movimento do mercado. Com 80 franqueados dentro e fora do Brasil, o público 60+ representa cerca de 20% de seus clientes. “Percebemos que o idoso tem se tornado cada vez mais protagonista no turismo brasileiro. Essa faixa etária, formada em sua maioria por pessoas acima de 60 anos, busca viagens que proporcionem bem-estar, lazer, segurança e experiências culturais enriquecedoras. Muitos aposentados dispõem de mais tempo livre para viajar fora da alta temporada, valorizam o conforto, a hospitalidade e um ritmo de viagem mais tranquilo. Além disso, esse público costuma preferir pacotes organizados, com acompanhamento especializado, transporte confortável e hospedagens que oferecem acessibilidade”, diz Marco Lisboa. Os viajantes da terceira idade buscam principalmente conforto, segurança e experiências enriquecedoras. Esse público valoriza destinos acessíveis, com boa infraestrutura e programação organizada, que oferecem lazer sem exigir grandes esforços físicos. A cultura local, a gastronomia e o contato com a natureza aparecem entre as preferências, assim como pacotes em grupo, que facilitam a socialização e proporcionam praticidade. Além disso, o custo-benefício e a confiança nos serviços contratados são fatores decisivos para esse perfil de turista. Para além da experiência de viagem , esse público também tem mostrado interesse em empreender no setor mesmo após a aposentadoria. Na 3, 2, 1 GO!, cerca de 6% dos franqueados são compostos por pessoas acima dos 60 anos, explica Marco: “O empreendedor 60+ é um ativo estratégico para o mercado. Sua experiência, maturidade e visão de propósito contribuem para negócios mais sólidos, inovadores e sustentáveis. Trabalhar com esse perfil significa unir tradição e inovação, gerando valor para empresas, equipes e sociedade. A bagagem de vida traduzida com sua história e conhecimento traz vivacidade no turismo”, diz o CEO. Com a expectativa de vida chegando a 77 anos no Brasil e mais de 35 milhões de brasileiros acima dos 60 anos segundo o IBGE, esses idosos estão aproveitando a maturidade e a bagagem de vida para empreender com o objetivo de oferecer consultoria personalizada e criar experiências sob medida para um público semelhante: exigente, experiente e que prefere conforto à correria. Sobre a 3, 2, 1 GO! Fundada em 2019, a 3,2,1 GO! é uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas para os parques de Orlando e outros destinos nacionais e internacionais. A empresa atua como consultora e cuida de todos os detalhes, desde a emissão de visto e seguro viagem, até passagem aérea e hospedagem, tudo pensado de forma exclusiva e personalizada. A marca visa explorar o potencial do mercado de turismo em expansão e também atua com viagens para empreendedores que buscam fazer estudo de viabilidade de seus negócios fora do país. A rede faturou R$ 4,4 milhões em 2024, tem 80 franqueados no Brasil e no exterior, como Estados Unidos, Europa e Ásia. By Markable Foto: Freepik
Como a nova regra de check-in pode impulsionar a rentabilidade de hotéis e pousadas de médio e pequeno porte

Mudanças trazidas pelo Ministério do Turismo criam desafios operacionais, mas também oportunidades de gestão e diferenciação no setor A portaria publicada pelo Ministério do Turismo, que atualiza os horários e regras para o check-in em hotéis e pousadas, promete mexer não apenas com a rotina dos estabelecimentos, mas também com suas estratégias de rentabilidade. Especialistas em gestão acreditam que, para pequenos e médios empreendimentos, a medida pode representar uma chance de reorganizar processos, melhorar a experiência do hóspede e gerar novas fontes de receita. De acordo com Roberto Tonetti, sócio cofundador do Duarte Tonetti Advogados, o impacto das novas normas deve ser analisado sob uma ótica de eficiência. “A mudança pode ser vista como um convite à profissionalização, haja vista que muitos hotéis e pousadas ainda operam com rotinas informais”, diz. Na prática, a padronização dos horários pode ajudar as empresas a estruturarem políticas mais claras de hospedagem, facilitando a previsibilidade financeira. Além disso, abre espaço para serviços adicionais que podem se converter em receitas extras. “Com regras mais claras, o empresário tem condições de estruturar novos serviços e oferecer benefícios que antes não estavam organizados, inclusive se proteger juridicamente para evitar perda financeira”, explica Tonetti. Outro ponto é a importância de conciliar o cumprimento da regra com uma gestão de custos eficiente. Estabelecimentos que investirem em tecnologia e em boas práticas administrativas tendem a ter ganhos competitivos. “De toda forma, é fundamental que os hotéis deixem claros nos contratos e nas plataformas de reserva os horários de check-in e check-out, as condições de limpeza e as regras para cobrança de serviços adicionais. O check-in digital traz também a responsabilidade de proteger os dados dos hóspedes, em conformidade com a LGPD. Além disso, contratos com agências e operadoras precisam ser ajustados para evitar divergências. Quem se antecipar nessas adequações reduz riscos de litígio, garante previsibilidade e ainda reforça sua imagem de confiança no mercado. Afinal, acredito que estar em compliance é sinônimo de vantagem competitiva”, alerta. Para Tonetti, a nova regra deve ser encarada como oportunidade de inovação e reposicionamento no setor. Ao transformar exigências legais em instrumentos de gestão estratégica, hotéis e pousadas não apenas cumprem suas obrigações, mas também conquistam eficiência, segurança e credibilidade. “Mais do que seguir a portaria, é a chance de se diferenciar. Quem alinhar operação, compliance e experiência do cliente terá um espaço de destaque na hotelaria do futuro”, conclui. Sobre Roberto Tonetti: Roberto Tonetti é sócio cofundador do Duarte Tonetti Advogados. Especialista em Administração de Empresas, lidera a gestão estratégica do escritório com foco na advocacia preventiva e no crescimento sustentável de pequenas e médias empresas. Com mais de 20 anos de carreira, é referência em transformar a assessoria jurídica em uma aliada dos negócios. By Agência 2205wv Foto: Divulgação